domingo, 9 de outubro de 2016

Consideração sobre o texto "Vivendo sob uma pedra" de Bob Perks


Consideração sobre o texto
"Vivendo sob uma pedra"
de Bob Perks


São essas coisas que nos encantam,
e nos fazem enxergar que a cada novo dia,
renascemos para o aprendizado e a alegria,
e que muitas vezes nos sentimos tão pequenos
diante da grandeza deste universo cósmico,
que apenas podemos agradecer a Deus
pela dádiva de mais um dia.

Mas às vezes nossos mais profundos anseios
vão ficando tão escondidos e perdidos,
que chega um momento em que nada esperamos,
e nada mais parece fazer sentido..
é como estarmos debaixo de uma pedra, 
sem nenhuma réstia de luz,
sem nenhum bafejar que nos dê suporte.

Então nos quedamos silenciosos.
Mas quando não é chegada ainda a hora da partida,
algo inesperado acontece e uma pequena
réstia de luz aparece, e nela nos agarramos
fortemente, mas como é apenas luz
não a conseguimos segurar muito tempo.
E ela se vai e de novo nos vemos no escuro,
e nossa alma grita e se dilacera de novo,
o sentimento de morte se apodera e nos vemos
imersos em nossas amarguras, 
novamente sob o peso da pedra da tristeza.
E neste vai e vem a vida se desenrola...

quiçá possamos sempre contornar a pedra
e perceber que no seu entorno
há tanto a ser feito e tantas pessoas
a espera de um abraço,
um sorriso
e basta que deixemos de lado
nosso egoísmo e estendamos a mão,
selando com um forte abraço 
e um doce beijo uma nova amizade,
em constante celebração.

Guida Linhares

***

VIVENDO SOB UMA PEDRA 
Bob Perks
Tradução Sergio Barros

- Olha isto! Eu não posso acreditar! Eu disse. 
- O que você encontrou? 
- Determinação! Respondi. 

Passei boa parte da tarde do domingo no quintal, limpando o terreno. 

Eu limpei a área cuidadosamente, a fim de evitar qualquer dano às pequenas e corajosas flores que batalhavam seu caminho em direção ao sol. 

Nada fora do normal até que movi uma pedra que de alguma maneira apareceu no quintal. 
- Esta flor cresceu como uma cobra para achar seu caminho em direção à luz. Eu disse com assombro. 

Era verdade. A pedra tinha aterrissado exatamente num ponto onde todo ano crescia uma flor. Imaginava que ali não haveria meios para que florescesse. 

Mas floresceu. 

Quando levantei a pedra, eu achei a flor que tinha crescido num ziguezague incrível até que finalmente encontrou seu caminho. 

Aquilo prendeu minha atenção por vários minutos. 
- Você vai só ficar aí sentado olhando? Perguntou Marianne. 
- Não, estou sentado aqui admirando-a, elogiando-a e sim, ponderando sobre um significado mais profundo em tudo isto. 
- Ponderando? Bem, vou lhe deixar ponderando sozinho. 

Eis o que descobri. 

Aquela flor só podia fazer uma coisa. Tinha que crescer. Era tudo o que foi projetado para sua existência. Tornava-se aquilo para que foi criada. 

Não travou uma grande batalha com a pedra e nem desistiu, permanecendo sob o chão só porque algo bloqueava seu caminho normal. Simplesmente procurou um meio de completar sua predestinada viagem. Simplesmente atendeu às expectativas de Deus. 

Em vez de entregar-se derrotada pela pedra, trabalhou ao redor dela. 

Como nós respondemos a tais desafios? 

Quantas vezes, quando damos de cara com um obstáculo, nós paramos, desistimos, lamentamos e culpamos outros? 

Se Deus colocou tal força de vontade e determinação numa flor para completar seu propósito, que poderes Ele nos daria? 

Você já deve ter visto uma planta crescer do nada no alto de um edifício. Uma erva daninha crescerá onde quer que sua semente seja carregada pelo vento. As condições não são perfeitas, a terra é precária, mas cresce direitinho onde caiu. 

Tudo para o qual foi criada está dentro daquela semente. O plano para sua vida toda, o projeto, perfeito e completo, está todo dentro de si mesmo. 

Mas eis a melhor parte. Para tornar-se completa, necessitou contar com Deus para tudo o mais: O vento, a água, o sol e a alimentação. 

Que coisa incrível! 

Deus não cria nada sem fornecer tudo o que é necessário para completar Seu plano. 

Então, qual é a diferença entre você e uma planta? 

A planta não tem nenhuma escolha. Será aquilo para o qual foi criada. Não sabe nada mais. Uma rosa não pode se tornar um cavalo. 

Mas Deus deu à você o presente da escolha. Talvez você tenha feito as escolhas erradas. 

Como uma semente, você tem a razão pela qual foi criado dentro de você e Ele fornecerá tudo o que você necessitar para completar o plano Dele para você. 

Se você não sabe disso... 
Você "deve estar vivendo sob uma pedra!"

***

Dos gestos solidários


DOS GESTOS SOLIDÁRIOS
Guida Linhares

Os gestos solidários fazem com que continuemos a acreditar na evolução da humanidade, por conta dos homens e mulheres de boa vontade.
O que seria da vida se não existissem pessoas com o coração aberto, prontas a compartilhar bons momentos, ainda que dentro de si tragam angústias e problemas a serem resolvidos.

Tem gente que parece estar sempre de mal com o mundo e sai por aí, destilando veneno, pensamentos negativos e induzindo as pessoas a entrarem nesta nuvem escura, onde o sol nunca entra e portanto os pensamentos nunca se iluminam, nem pela luz da razão e nem pela saudável emoção, aquela que olha o outro como parte integrante do seu universo e que torce para que seja
feliz.

Nos gestos solidários encontramos a grande força interna de cada um. Quando se estende a mão ao outro, seja para o afago, para o abraço, para o ombro amigo, significa que trazemos dentro de nós a fonte inesgotável do amor universal, que cresce quanto mais se doa.

Talvez aí resida o grande mistério das pessoas que fazem da sua vida um livro gostoso de ser visitado, onde cada um traz a sua gota de entusiasmo e alegria, e no final todos sentem-se extremamente gratificados pela solidária troca.

Quem apenas conhece o ponto exato onde fica seu próprio umbigo, e tudo faz em troca de alguma coisa, visando fins e não meios, sempre acaba ficando à deriva das melhores coisas que a vida pode oferecer, no convívio saudável e amoroso com todos aqueles que fazem parte do seu entorno.

E que venham muitos gestos solidários, a formarem uma fraterna corrente de Paz, Amor e Alegria, pois a vida é curta demais e cada segundo é precioso, para que belas páginas sejam escritas e os mais ansiados sonhos compartilhados e vividos em toda a sua plenitude.


Santos/SP/Brasil
03/05/10

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Depende de nós


DEPENDE DE NÓS
Guida Linhares

Na estrada desta vida
ao pisarmos de mansinho,
vamos encontrar guarida
no amor e no carinho.

Como eternos caminhantes,
temos escolhas a fazer.
Combinando as variantes,
tudo pode acontecer.

Por isso depende de nós,
refletirmos com denodo,
observarmos nossa voz,
atentarmos ao engodo.

Que se viva com emoção,
abraçado à verdade.
Com a fé no coração,
em doce fraternidade.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal Duradouro



NATAL DURADOURO
Guida Linhares

Natal, festa tão singela
é Jesus que está nascendo.
Traz a fé e dentro dela,
a esperança renascendo.

Aos homens de boa vontade,
todo entusiasmo e alegria.
No Natal da solidariedade,
muito amor nos contagia.

Numa festa só de cores,
saudações ao Menino Jesus.
Nos revestimos de amores,
o coração pleno de luz.

Rogamos bençãos divinas,
a todos os nossos amigos.
Cada qual com suas sinas,
livrai-os sempre dos perigos.

Que o Natal não seja apenas,
de Dezembro, o passageiro.
Que as graças do Mecenas,
perdurem pelo ano inteiro.


Santos/SP/Brasil
28 de dezembro de 1998

Poema em homenagem ao meu pai, um escritor anônimo, que assinava Negroli. Faleceu aos 60 anos, sem nenhum reconhecimento dos escritos que enviou a políticos e outras pessoas, em vida.
Gostaria que estivesse vivo, para ver que a lição de amor que ensinou aos filhos, foi muito bem aproveitada e ficaria feliz também pela boa herança que nos deixou, o gosto pela palavra.
Deve estar entre os anjos, alegre como sempre foi, contagiando a todos com seu sorriso cativante. Ao grande pai Aldo Linhares, o amor de todos os seus filhos, netos e bisnetos.




terça-feira, 24 de maio de 2011





ILUSÃO PERDIDA
Guida Linhares

Hoje, em meu destino não penso,
deixo apenas a vida me levar,
nem sei se ainda tenho senso,
para alguém de novo amar.

No passado nunca esquecido,
tu permanecias solitário e eu perdida.
Em inúmeras momentos parecido,
com versos em palavra não entretecida.

Mas apesar de não te querer
de procurar nem pensar,
de quando muito só conviver,
ainda contava a hora de te amar.

Amanhecia orvalhada e calma,
da noite passada em mil juras,
e da flor em beijo da tua alma,
reveladora das tuas procuras.

Meu horizonte perdido se encontrava,
serenando profundas amarguras.
Porém em outro momento se revelava,
a ilusão perdida dos sonhos, em agruras.

Hoje, em meu destino não penso,
deixo apenas a vida me levar,
nem sei se ainda tenho senso,
para alguém de novo amar.


Baú de Recordações
2005







Cantinho Sonho e Poesia




quarta-feira, 17 de novembro de 2010


TERNURA
Guida Linhares

A ternura que trazes no teu coração, me surpreende e encanta a todo o momento.
Às vezes fico olhando um jardim de sonhos, onde nele há tantas flores vistosas, mas procuro no meio delas, a tua doce rosa. Tão cor de rosa quanto os teus sentimentos generosos; tão maravilhosa quanto a tua presença; tão especial quanto o carinho
com que me presenteias todos os dias.
Às vezes a vida traça destinos diferentes, caminhos paralelos e as almas complementares vão sempre sentindo que lhes falta algo, que ainda não encontraram.
E quando isso acontece, nada, nem ninguém as separa mais, ainda que estejam comprometidas, ainda que estejam a léguas de distância, ainda assim passam a ficar sempre próximas uma da outra, trocando a ternura mais profunda que habita o coração das criaturas de Deus.
Nem é preciso mais que estejam juntas, mas basta saber a ambas, que cada uma está feliz em suas escolhas e na trajetória por este tempo fugaz.
Quem sabe numa outra dimensão, tornar-se-ão a se encontrar e então sim,
serão realizados todos os desejos de permanecerem juntas pela eternidade,
segurando a mesma rosa do coração.

Santos/SP/Brasil
31/05/08

domingo, 24 de outubro de 2010


TER e SER
Guida Linhares

Gira a roda da vida, na balança do tempo passageira.
Busca o homem a satisfação das suas necessidades.
Porém a ambição desmedida, com sua flecha certeira,
o aprisiona na teia da egolatria * e das materialidades.

O "TER" passa a ser adorado em todo o seu matiz.
Faz esquecer ao homem, o cultivo das virtudes essenciais.
O transforma num espectro da sombra do "SER", mas infeliz
não compreende que afastou-se das verdades primordiais.

Não emprestou ouvidos à voz profunda da consciência,
nem regou as flores do amor e da amizade em sua essência.
Caminhou na estrada amealhando bens apenas e mais nada.

Vive num palácio de cristal cercado de riqueza e aduladores,
mas seu coração abriga apenas a solidão dos avaros, sem os valores
que imperecíveis, auxiliam a evolução do ser em sua terrena jornada.

terça-feira, 20 de julho de 2010


ALGUÉM PRECISA DE VOCÊ
Guida Linhares

Gosto de sentar num banco e ficar observando as pessoas que passam. Seja na avenida da praia ou dentro de um shopping, percebe-se que muitas delas apresentam as costas encurvadas, os ombros caídos e o olhar meio que perdido, principalmente quando estão caminhando sozinhas. Percebe-se que nem sempre estão atentas ao redor, apreciando a beleza da redondeza ou as vitrines iluminadas e tentadoras.
Talvez saiam de casa pra fugir da solidão, mas carregam consigo o fardo do desinteresse e desestímulo, não conseguindo se distrair com tudo o que o local de passeio oferece.
Já aconteceu algumas vezes, de alguém sentar ao meu lado e imediatamente puxo a conversa. Depois de algum tempo, vem a confirmação de que a pessoa mora e vive só, ou então vive com parentes mas se sente invisível dentro de casa.
A maioria sempre tem alguma doença física, na qual coloca toda a sua atenção e sabe contar nos mínimos detalhes todos os achaques e remédios que toma.
E de papo em papo, sempre pergunto como se encontra a religiosidade e uma boa parte mostra muita dúvida quanto aos benefícios da fé, seja para o restabelecimento da saúde, ou como suporte necessário a todas as aflições da vida. Muitas dizem: - creio em Deus, mas logo em seguida tentam demonstrar que titubeiam quanto a admitir com toda a convicção de que realmente a fé move montanhas e realiza milagres.
Mais um dedo de conversa e observo que são pessoas extremamente voltadas para si mesmas, e com raras exceções mostram compaixão para com as angústias e necessidades do próximo.
Não se dão conta de que alguém pode precisar delas, tanto quanto elas precisam dos outros, para compartilhar alegrias e tristezas, já que não somos ilhas isoladas num continente universal, mas somos todos irmãos, filhos de Deus, ligados pela sublime fraternidade amorosa.

Santos/SP/Brasil
12/07/10


domingo, 4 de julho de 2010


FELICIDADE BATE À PORTA
Guida Linhares

Nunca serás feliz
se não viveres o momento,
com toda a tua presença.
Estarás sempre
em desencontro do tempo,
ora vivendo no passado,
ora pensando o futuro,
mas distante do presente.
Nele está o teu relógio,
aquele que marca as horas
tristes e vazias
ou as alegres benditas.
Porém se estiveres ocupado
e não te acercares
do que te causa prazer,
este passará fugaz
e tão velóz
que nem terás tempo
de ser feliz.

Ainda que a felicidade
esteja sentada à tua porta,
se não a vires, estará fora da tua verdade.

Logo, logo estará esquecida
em algum canto da tua moradia,
não reconhecida como tua companhia.

Santos/SP/Brasil
21/03/06


QUE TAMANHO TEM SEU DEUS?
Guida Linhares

Meu Deus não tem tamanho.
Tem a dimensão do universo.
Nele meu coração só amanho,
em letras que se tornam verso.

Cada vez que Ele me inspira,
a bordar as poéticas tessituras,
meu melhor sentimento suspira
nas mais elevadas partituras.

Vejo Deus presente na natureza
no perfume e colorido das flores
No sorriso da criança só beleza
no coração da gente só amores

Deus pra mim é tão vivo e real
que sinto sua presença ao respirar.
Ele é meu refúgio, a minha catedral
e nele confio cegamente, é o meu ar!

Que o Deus de nossos corações
esteja sempre a nos iluminar.
Que Nele depositemos as emoções
da vida plena a compartilhar.

Santos/SP/Brasil
17/03/08

domingo, 13 de junho de 2010


O DESTINO
Guida Linhares

Chegaste com o sol do verão
aquecendo todo o coração.
Mas em qualquer estação,
pareces sempre só emoção.

Trazias encantos poéticos,
e me pareceu seres bem ético,
teus versos não são quilométricos,
mas de grande valor estético.

Me fizeste olhar a linha do horizonte.
Ainda que eu quizesse olhar o ontem,
pegaste a minha mão e fomos à fonte,
que faz jorrar a água debaixo da ponte.

E ali mesmo sentados na grama,
contemplamos a natureza em sua gama
de cores e belezas em filigranas,
até ouvirmos o soar de campanas.

Então nos demos conta,
de que o amor só desponta,
a concretizar sonhos de monta,
quando o destino une as duas pontas.

Santos/SP/Brasil



terça-feira, 11 de maio de 2010


DOS GESTOS SOLIDÁRIOS
Guida Linhares

Os gestos solidários fazem com que continuemos a acreditar na evolução da humanidade, por conta dos homens e mulheres de boa vontade. O que seria da vida se não existissem pessoas com o coração aberto, prontas a compartilhar bons momentos, ainda que dentro de si tragam angústias e problemas a serem resolvidos.

Tem gente que parece estar sempre de mal com o mundo e sai por aí, destilando veneno, pensamentos negativos e induzindo as pessoas a entrarem nesta nuvem escura, onde o sol nunca entra e portanto os pensamentos nunca se iluminam, nem pela luz da razão e nem pela saudável emoção, aquela que olha o outro como parte integrante do seu universo e que torce para que seja feliz.

Nos gestos solidários encontramos a grande força interna de cada um. Quando se estende a mão ao outro, seja para o afago, para o abraço, para o ombro amigo, significa que trazemos dentro de nós a fonte inesgotável do amor universal, que cresce quanto mais se doa.

Talvez aí resida o grande mistério das pessoas que fazem da sua vida um livro gostoso de ser visitado, onde cada um traz a sua gota de entusiasmo e alegria, e no final todos sentem-se extremamente gratificados pela solidária troca.

Quem apenas conhece o ponto exato onde fica seu próprio umbigo, e tudo fazem troca de alguma coisa, visando fins e não meios, sempre acaba ficando à deriva das melhores coisas que a vida pode oferecer, no convívio saudável e amoroso com todos aqueles que fazem parte do seu entorno.

E que venham muitos gestos solidários, a formarem uma fraterna corrente de Paz, Amor e Alegria, pois a vida é curta demais e cada segundo é precioso, para que belas páginas sejam escritas e os mais ansiados sonhos compartilhados e vividos em toda a sua plenitude.

Santos/SP/Brasil
03/05/10


quarta-feira, 5 de maio de 2010


LAMPARINA DA FÉ E DO AMOR
Guida Linhares

Na vida tudo passa....
porém o melhor de tudo
é que permanecem as saudades
das boas coisas que ela nos deu,
as dádivas que em algum momento nos abençoaram.

Contudo se deve viver o agora,
com a certeza de que se está fazendo
o melhor que se possa,
dentro das circunstâncias que se apresentam.

Assim sendo,
estaremos sempre amparados
pela lamparina da fé e do amor,
ardendo em nosso coração.

E quando o seu lume bruxulear,
que se renove a esperança
e se redobre a fé em Deus,
na certeza de que...
na vida tudo passa!


segunda-feira, 3 de maio de 2010


ESPELHO DAS ESTAÇÕES
Guida Linhares

Mulher tu és a primavera em explosão
de flores coloridas e perfumadas,
quando fazes valer a vóz do teu coração,
e levas a felicidade a pessoas por ti amadas.

Ainda que muitas vezes possas te sentir ferida,
pelos espinhos das rosas que trazes nas mãos,
ainda assim fechas os olhos e enternecida,
perdoas as falhas e deixas fluir a emoção.

Em teu coração os raios de sol são "calientes".
És sempre verão, aquecendo as entranhas,
daqueles que ao teu lado vivem contentes,
embora te sacrifiques, às vezes em perdas tamanhas.

E quando chega o outono da tua vida,
em que fazes o balanço de tudo o que te envolve,
nem sempre compreendida pelas pessoas queridas,
percebes que o tempo passa e de ti, o que se resolve?

Sentir-se bem consigo mesma, olhando-se ao espelho?
Materializar tantos sonhos há muito preteridos?
Talvez pensar mais em si mesma, um bom conselho,
observando as perspectivas de propósitos mais definidos.

Mas a mulher já vem ao mundo p`ra ser a mãe predestinada
aquela que, na maioria das vezes, se doa por inteira,
até mesmo a mulher moderna, em sua dupla jornada,
luta muito e seu cotidiano não é brincadeira.

E quando chega o inverno da sua trajetória,
tendo a felicidade de estar junto aos seus entes queridos,
toda a sua longa missão se reveste de muita glória,
e o seu legado de amor jamais será esquecido.

Mas não se pode olvidar que o inverno de tantas,
pode ser doloroso e cruel, quando a resposta é a solidão,
em que a vida as coloca, mesmo tendo sido sacrossantas,
e sobrevivem de lembranças do passado, encerradas em seu coração.

terça-feira, 27 de abril de 2010


NOSSA ETERNA CRIANÇA
Guida Linhares

Que esta criança cheia de dengo,
tenha olhos de ver alegria e bons motivos para sorrir.
Que veja a vida como um arco-íris pincelado a cada amanhecer.

Que o seu coração, tenha os pincéis do amor prontos a traçar caminhos
que levam à eterna ventura de sentir-se parte integrante da natureza,
plena de amorosidade e de um suave compartilhar de sonhos e quimeras.

Que Deus ilumine a criança que há em nós,
que gostava de brincar de esconde-esconde,
empinar pipas, pega-pega, amarelinha,
pisar nas poças d`água e bailar na chuva cantando.

Que ela possa rir de si mesma,
por ter caminhado tanto, entre alegrias e sofrimentos,
mas continuar sendo a eterna criança.



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quinta-feira, 22 de abril de 2010

DIANTE DA MORTE
Guida Linhares


Ela viveu uma vida dedicada à família, contudo guardava mágoas e tristes recordações da infância, que a perseguiram pelos anos e deixavam sempre marcas tristonhas em seu fechado rosto. Poucas vezes mostrava na face, a alegria pelo prazer de viver e por ter construído uma linda família.

Os fantasmas do passado permaneciam ao seu lado e de certa forma influenciavam seu estado de ânimo, e muitas vezes ela falava palavras rudes e de desalento, para quem estivesse ao seu lado. Tantas vezes se indispôs mesmo com as pessoas próximas, mas que a amavam muito e exercitavam a paciência e tolerância.
Eu a visitei algumas vezes ao longo dos anos e mesmo sentindo que nos gostávamos, ela sempre se mostrava distante e indiferente às palavras e aos toques carinhosos, mantendo um olhar desafiador, como se toda a verdade fosse apenas a sua.
Poucas visitas me fez, e com o tempo também fui rareando, pois o prazer que deveria ser a tônica da companhia era substituído por uma angústia pela não aceitação de uma mudança de ótica de vida, e por uma falta de intercâmbio, de aceitação de novas idéias.
Fazia anos que não a via. O filho ligou no começo de janeiro, para dizer que a mãe estava muito mal no hospital e fui visitá-la. A família lá estava carinhosa como sempre e ela na cama com aquele seu ar ausente, aquele orgulho de sempre estampado no rosto, aquele riso de desdém para com a vida.
Nos momentos em que ali estive fiquei refletindo sobre a felicidade que ronda as pessoas que muitas vezes nem se dão conta de que são felizes. Uma família unida, marido carinhoso e sempre presente, filhos que nunca deram trabalho e se tornaram homens de bem, noras amorosas e netos alegres, que muito a amavam.
Mulher feliz que conseguiu aglutinar em torno de si tantos seres queridos, mas que mesmo assim, conservou seus fantasmas do passado. Talvez se os tivesse eliminado, ao receber as bençãos da vida, tivesse vivido uma vida mais alegre, sentindo o quando era amada e o quanto a família se preocupava com ela e com seus instáveis estados de humor.
Fui a ultima pessoa a vê-la com vida na UTI, e nos momentos em que lá estive, procurei dizer palavras doces sobre a nova vida, já que ela estava resistindo à morte, há doze dias, para espanto dos médicos. Seu estado de saúde era muito precário, estava bastante inchada e respirando através dos aparelhos.

Senti que estava diante da morte, e pensei na fragilidade da vida. No quanto deixamos de fazer tantas coisas por conta do orgulho, da arrogância e da autosuficiência e perdemos a oportunidade de sermos mais felizes, em companhia dos parentes e amigos.
A vida é fugaz e passageira e a única certeza que temos, verdade absoluta, é que a nossa hora derradeira um dia vai chegar. Que nos encontre com a certeza de que tentamos fazer da nossa existência, um jardim florido e perfumado,onde as borboletas vieram celebrar a vida.

Santos/SP/Brasil
01/02/07



domingo, 18 de abril de 2010





SÓ DÊ OUVIDOS A QUEM TE AMA
Padre Fábio de Melo

Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer.

Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas.
Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo.

Só mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre tu revelas.

O que te salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a teu respeito.



PESQUISA

http://www.pensador.info/autor/Pe._Fabio_de_Melo/



SOPAS

Rubem Alves

Se Deus me dissesse para escolher a comida que eu iria comer no céu, por toda a eternidade, eu não teria um segundo de hesitação: escolheria sopa. Camarão, picanha maturada, salmão à Dali, os pratos mais refinados: tudo me seria insuportável após umas poucas repetições. Mas não é assim com as sopas. Posso tomar sopa por toda a eternidade, sem me cansar.

Minha relação com as sopas é mais que gastronômica: é uma relação de ternura. Elas me reconduzem à cozinha de minha casa de menino, ao fogão de lenha, às tardes de inverno. A janta (janta, mesmo; jantar é coisa de rico) era servida às 5 da tarde. Ah! Uma sopa quente que se toma numa tarde fria é uma lareira que se acende no estômago. O calor, aos poucos, se espalha pelo corpo. Com umas gotinhas de pimenta, então, ele se transforma em suor, e se a gente não usa o guardanapo a tempo, as gotas de suor na testa acabam por cair no prato da sopa...

Para mim a sopa é um sacramento de intimidade: um objeto físico, presente, no qual vive uma felicidade que se teve, ausente. A sopa quente me transporta para outros lugares, outros tempos. Faço e gosto de sopas frias. Sopa fria de maçã, por exemplo, tem um sabor exótico. Agrada-me ao paladar. Mas falta a essas sopas sofisticadas o elemento sacramental: elas não me levam a lugar algum. Falta-lhes o calor para me reconduzir ao espaço de intimidade.

Sopa é comida de pobre. Sopa fina, creme de aspargos, creme de palmito, sopa gelada de maçã, é nobreza posterior. As sopas fundamentais se fazem com sobras. Sobra, é só pobre quem guarda. Sopa é comida de guerra, de fome, quando qualquer raspa de comida é bem precioso, que não pode ser perdido. Rico não guarda sobra. Não precisa. É humilhante. Sobra de rico vai para o lixo. Sobra de pobre vai para o caldeirão de sopa. As sopas fundamentais se fazem com sobras, destinadas ao lixo. A sopa é uma poção mágica por meio da qual o que estava perdido é salvo da perdição e reconduzido à circulação da vida e do prazer.

A imaginação de Bachelard diz que a matéria também imagina. A água imagina arcos-íris. As sementes imaginam flores e árvores. O mármore imagina ‘Beijos’ (Rodin) e Pietás (Miguel Ângelo). O rios imaginam nuvens (Heládio Brito). As comidas também imaginam. O churrasco imagina espetos, facas, garfos: objetos fálicos, masculinos, infernais. O churrasco precisa de perfurações, cortes, dilacerações. As mandíbulas lutam com a carne. A carne resiste.

Já a sopa é mansa. Não é para ser comida. A colher é um côncavo, um vazio, o feminino. Nada é perfurado. O gesto é o de ‘colher’: a colher colhe, sem violência. Sempre tive implicância com uma etiqueta snob, para a tomação de sopa: que o delicado é tomar a sopa com o lado da colher, e não com o bico. Ora, ora - eu argumentava - por analogia a gente deveria comer comida sólida com o lado do garfo - o que não é possível. De fato. Não é possível. É que o garfo pertence à ordem dos talheres pontiagudos, perfurantes: entram pela frente. A colher pertence à ordem dos talheres discretos e modestos: entram pelo lado, mansamente...

Salvador Dali, quando menino, sonhava em ser cozinheiro. Preferiu a pintura e produziu suas maravilhosas telas surrealistas. O realismo, em pintura, se constrói sobre o pressuposto de que as coisas são aquilo que parecem ser, nem mais e nem menos. Os olhos, diante de uma tela realista, jamais experimentam a surpresa do impossível ou do impensado. O realismo confirma aquilo que os olhos comumente vêem. O surrealismo, ao contrário, acha que aquilo que os olhos comumente vêem é muito pouco: se olharmos com atenção perceberemos que as coisas são, ao mesmo tempo, o que são e também outras: elefantes se refletem nas águas de um lago como cisnes, cenários compõem o corpo erótico de uma mulher, o corpo de Cristo é transparente e através dele se vêem mares, montanhas e barcos. O realismo confirma o criado. O surrealismo recria o criado.

As sopas são a versão culinária do surrealismo. Tivesse realizado sua vocação primeira, Salvador Dali seria um especialista em sopas. Pois as sopas se fazem negando as coisas, na sua realidade natural bruta e transformando-as por meios das relações insólitas que o caldo torna possíveis. O caldo da sopa é o meio mágico que junta no caldeirão aquilo que, na natureza, nasceu separado. Creio ser impossível catalogar as combinações possíveis: fubá, trigo, batata, alho, cebola, nabo, cenoura, tomate, ervilha, ovo, abóbora, mandioca, cará, inhame, carne, peixe, galinha, mariscos, repolho, couve, beterraba, aspargo, palmito, feijão, arroz, queijo, azeitona, pão, maçã, abacate, temperos, pimentas, orégano, tandore - uma canja verdadeira não é canja se lhe faltarem algumas folhinhas de hortelã. E é preciso não nos esquecermos que sopa é a única comida que pode ser feita com pedra, como nos é relatado numa das estórias clássicas que se conta para crianças e adultos.

Gosto das sopas, ainda, por serem elas entidades do mundo dos magos, bruxas e feiticeiros. No mundo mágico não se usa churrasco. Magos, bruxas e feiticeiros fazem suas poções em enormes caldeirões de sopa, como é o caso de Panoramix, druida do Asterix e do Obelix, que prepara sua beberragem de força imbatível num caldeirão de sopa fervente.

Prefiro as sopas rústicas - e fazê-las me dá um grande prazer. A sopa de fubá em suas múltiplas versões, o caldo verde, a canja com hortelã, a multicolorida sopa de legumes: sopas são sempre uma alegria. As sopas rústicas dão permissão para se jogar nelas o pão picado. Haverá coisa mais feliz que isso? Reuno-me com alguns amigos, às 3as. feiras, para ler poesia, ao redor de um prato de sopa.

Uma última informação: sopas são remédios maravilhosos contra depressão. Quando a sopa quente, cheirosa, colorida e apimentada, bate no estômago, a tristeza se vai e a alegria volta. Não há melancolia que resista à magia de um prato de sopa...

(Concerto para corpo e alma, p. 69.)




PESQUISA

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sábado, 17 de abril de 2010


FAÇO, LOGO EXISTO
( o que vale é a ação)
Roberta Faria

Quando conto que sou filha de médico, geralmente pensam que venho de família rica. Não é o caso. Meu pai dedicou a carreira à saúde pública. Hoje, é o único médico na sua região, no interior de Santa Catarina, a cuidar de pacientes com HIV positivo. Como a maioria dos profissionais de postos de saúde brasileiros, ele ganha pouco. Comprou uma Brasília quando eu nasci e só a trocou quando nós duas fizemos 18 anos. Com três filhos, foi ter casa própria perto de completar 50 anos. Nunca tivemos luxos: viagem de férias era pegar um ônibus para visitar parentes, roupas e livros eram herdados - essas coisas da classe média.

Não precisava ter sido assim. Ele poderia, como muitos colegas, virar médico particular e cobrar 200 reais a consulta, e teríamos até casa na praia. Só que ele não admite isso, porque acha que as pessoas têm o direito de ser bem atendidas, no sistema público. Por esse ideal, armou brigas quixotescas e perdeu trabalhos. Mas é adorado pelos pacientes. E acha que dinheiro nenhum vale sua ética.

Sempre me orgulhei dele. Mas, durante a adolescência, dei razão para minha mãe: ele bem podia ser menos teimoso, dividir o tempo com um consultório. Eu não chegava a reclamar, mas no fundo queria coisas que ele não podia comprar, e morria de vergonha da Brasília enferrujada.

Quis para mim uma vida mais bem-sucedida. E tive, por sorte e esforço, um primeiro emprego incrível - um trainee sonho de consumo de jornalistas recém-formados. A cenoura do sucesso brilhou na minha frente, e, por algum tempo, a vida pareceu muito boa nesse caminho. Até o dia em que as emoções da conquista se esgotaram. Passei a me sentir inquieta. E culpada: afinal, eu tinha tudo...

Foi no momento em que me perguntei: "por que faço o que faço?" que eu entendi o problema: não estava fazendo meu trabalho por nenhuma razão importante. Era por status, por dinheiro, para ver meu nome impresso em uma revista famosa. Era porque todo mundo achava aquele trabalho uma honra, e eu não conhecia outra versão do sucesso que não fosse fazer uma bela carreira, em uma grande empresa, nas redações mais famosas.

Então comecei a pensar no meu pai. Que trabalha até hoje - ele tem 67 anos e não se aposenta - não pelo salário nem pelo reconhecimento, mas por seus valores (e só por eles). Entendi, finalmente, por que o doutor Roberto havia sido tão turrão - e como tinha toda razão.

Pedi demissão. Pouco depois, por sorte, encontrei alguém - o Rodrigo, "pai" da Sorria - com a mesma vontade de fazer diferente. Juntos, criamos a Editora MOL. No caminho, reunimos pessoas que, como nós, estavam procurando outra versão do sucesso - como o Dílson, editor da revista e um dos meus melhores amigos, que largou um caminho seguro para me acompanhar nessa aventura.

Provavelmente estaríamos ganhando melhor e sendo mais respeitados por nossos pares se tivéssemos perseguido a versão tradicional do sucesso. Mas ela não é a que nos satisfaz. Somos mais felizes em um lugar pequeno, onde estamos entre amigos, fazemos coisas que achamos úteis e boas para as pessoas, do jeito que acreditamos ser o certo. Um lugar que não é o melhor do mundo, eu sei, mas é onde temos a chance de construir um mundo melhor, uma vida melhor, segundo as nossas próprias medidas.

Eu entendi, enfim, que não preciso ser bem-sucedida: preciso é ser realizada. Até agora, isso significou repetir o caminho do meu pai: também moro de aluguel, não tenho carro, só viajo para visitar a família, e minha filha não exibe as coisas da moda que as colegas têm. Espero conseguir um pouco mais, é claro. Mas nunca ao custo do que realmente importa: saber, todos os dias, por que faço o que faço - e poder me orgulhar (muito) disso.

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Roberta Faria é editora-chefe da revista SORRIA - para ser feliz agora - uma publicação bimestral da Editora MOL Ltda. A revista é vendida somente nas lojas da rede Droga Raia nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. O valor pago pelo preço de capa (R$ 2,50) é, descontados os devidos impostos, 100% doado ao GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).

Editorial da Revista Sorria - para ser feliz agora - edição 13 - abril/maio 2010.

Texto recebido via e-mail!